domingo, 30 de agosto de 2015

MUNICIPIOS MISSIONEIROS PEDEM SOCORRO.

Municípios missioneiros pedem socorro: queremos o que é nosso


Este será o grito da manifestação regional em protesto contra a crise, no próximo dia 2 de setembro, quando todas as prefeituras da AMM estarão fechadas
Em consequência do atraso de repasses dos recursos da União e do Estado, a maioria das prefeituras da região das Missões já está sem qualquer condição de fechar as contas até o fim do ano. Se nada for feito, os municípios vão enfrentar uma verdadeira calamidade financeira com a suspensão quase que total dos serviços prestados à comunidade. Ciente de que a transparência nas ações é imprescindível, a Associação dos Municípios das Missões (AMM) está convocando uma grande mobilização regional comunitária na próxima quarta-feira (2/09), com a paralisação das atividades nas 26 prefeituras missioneiras. “Nosso foco é na conscientização da população, que precisa saber o que acontece no seu município, e na consolidação desta rede de apoio e união de forças ao nosso movimento. Os gestores estarão falando sobre o tamanho do débito, e medidas que estão sendo adotadas, no esforço de manter o cronograma de atividades”, explicou o presidente da AMM, Angelo Fabiam Duarte Thomas.

Municípios missioneiros pedem socorro. Queremos o que é nosso! Este será o lema do protesto, que inicia às 8 horas da manhã com atos locais nos 26 municípios da AMM. Na sequência, às 10h30min, será realizado na sede da Associação, em Cerro Largo, o grande ato regional, aberto à imprensa e entidades representativas, com uma conversa franca sobre os rumos que serão definidos a partir deste movimento. “Juntos vamos debater o futuro da região das Missões diante desta crise econômica, que não foi criada pelos municípios, mas está aí, prejudicando todos os cidadãos missioneiros”, alertou Fabiam, que é prefeito de Giruá. Além da presença de lideranças regionais, estaduais e federais, também está sendo aguardada a confirmação da participação do presidente da Famurs, Luiz Carlos Folador.

Atendimento à população
De acordo com o dirigente da AMM, é fundamental o engajamento de toda a comunidade nesta luta. “Temos que ser criativos, trabalhar ainda mais, e mostrar com muita serenidade para a população missioneira que os prefeitos não causaram esta situação, fomos dragados para dentro dela e queremos sair”, explicou Thomas. Ele acrescentou ainda que, quem tem filho na escola, faz uso de uma Unidade Básica de Saúde, precisa de transporte para consulta, recebe medicamentos, necessita de máquina para conservar uma estrada, ou seja, quem depende do município, está diretamente afetado pela crise, e precisa saber que as prefeituras missioneiras estão bancando os programas federais e estaduais para que estes e outros serviços, não sejam suspensos.

De julho para cá, quando a AMM convocou coletiva à imprensa para alertar sobre a difícil condição dos municípios e o que tinham a receber, no total, mais de 2 bilhões de reais da União, a situação só piorou. Os repasses não aconteceram, ao contrário, deixaram de entrar outras parcelas forçando os municípios a utilizarem verbas de outras fontes, para dar continuidade às demandas essenciais para a população. “É preciso que cada cidadão missioneiro saiba quem nos deve o que. Na sede da AMM, estaremos apresentando um balanço sobre os serviços que já foram afetados por esta crise e aqueles que ainda serão prejudicados, se não houver normalização dos repasses de recursos a que temos direito”, concluiu Angelo Fabiam Duarte Thomas.

Por Karin Schmidt
Fonte: Assessoria de imprensa AMM

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