terça-feira, 26 de maio de 2015

BOMBEIROS PEDEM AUXILIO DA AMM.

Bombeiros pedem auxílio da AMM junto ao Estado
25 de Maio de 2015
Bombeiros pedem auxílio da AMM junto ao Estado
Fabiam Thomas e Francisco Leandro
De acordo com levantamento, número de profissionais na região das Missões está muito abaixo do necessário
A falta de efetivo já é histórica, mas está se agravando ainda mais com o corte de horas extras. O Decreto lançado em janeiro deste ano pelo governo do Estado, que visa a contenção de despesas, está colocando também a população missioneira em risco, por causa da diminuição drástica do número de bombeiros de serviço por dia. Este foi o alerta do coordenador regional da Associação de Bombeiros do RS (Abergs), Francisco Leandro de Oliveira, durante assembleia da AMM realizada na sexta-feira (22/05), na sede da entidade.
O representante da Abergs solicitou a intervenção da Associação dos Municípios das Missões junto ao governo estadual em duas revindicações: apoio na chamada dos novos concursados para bombeiros, que são 571 aprovados para 400 vagas; e para que a Casa Civil dê andamento às Legislações Estruturantes (Transição, Organização Básica e Fixação do Efetivo), provenientes da Emenda Constitucional 67/12, que emancipou o Corpo de Bombeiros.
Deliberação da AMM
Conforme decidido na reunião, o presidente da Associação dos Municípios das Missões, Angelo Fabiam Duarte Thomas, destacou que os municípios missioneiros são parceiros nesta luta e que, embora seja uma pauta estadual, a coordenadoria regional da Abergs terá este auxílio institucional. "Com a concordância de todos os municípios missioneiros, vamos encaminhar documento da AMM ao governo do Estado na expectativa de que seja revisada a questão do corte de horas extras, bem como ocorra o chamamento imediato para a posse dos servidores aprovados no concurso público", informou Fabiam.
Em tempo hábil
Francisco Leandro explicou que o concurso não vai sanar o problema, mas amenizará a falta de segurança. Ele disse que a intenção é mostrar a real situação da categoria e contar com a união de forças dos gestores municipais da AMM. "Precisamos da ajuda dos prefeitos para que possamos resolver essa questão em tempo hábil, antes que aconteça um evento de grandes proporções e afete diretamente a população missioneira", enfatizou.
Efetivo na região
O responsável pela coordenadoria regional da Abergs apresentou dados sobre as condições de alguns municípios da região. São Luiz Gonzaga: o efetivo existente é de 21 bombeiros, enquanto o necessário seria 30; São Borja: o efetivo é de 18, mas o ideal seriam 36 bombeiros; Giruá: efetivo conta com 18 bombeiros, quando precisaria de 28; Santo Ângelo: efetivo é de 18, mas teria que ter 35. Leandro também citou Santa Rosa (efetivo é de 27, quando precisaria 40), que não faz parte da região, mas a corporação atende alguns municípios da AMM. Segundo ele, por dia, em média três bombeiros estão entrando de serviço emergencial no socorro para atender combate a incêndio, salvamento, busca de resgate em acidentes, entre outras atividades.
Mas o coordenador  relatou que um destes profissionais fica no telefone e não pode sair do quartel. Por isso, apenas dois são designados para o socorro em caso de incêndio, sendo que um deles é motorista e não pode abandonar o caminhão, pois deve controlar o abastecimento de água. Ou seja, somente um bombeiro atua como combatente. "Nosso objetivo não é assustar, mas fazer um alerta. O serviços do corpo de bombeiros nos municípios da AMM está muito abaixo do necessário. Por este fato, os trabalhos não estão sendo realizados de madeira adequada, colocando em risco a vida da população missioneira", avisou Francisco Leandro de Oliveira.
Fotos vinculadas
Por Karin Schmidt
Fonte: Assessoria de imprensa AMM

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